Pequenos negócios geraram 70% dos empregos com carteira assinada

As MPE criaram três vezes mais postos de trabalho do que as médias e grandes empresas no 1º trimestre de 2021, aponta Sebrae com dados do Caged


Entre janeiro e março deste ano, as micro e pequenas empresas criaram 587 mil novos postos de trabalho com carteira assinada no Brasil, o que representa 70% do total de empregos gerados no período. Os números, divulgados em 28 de maio, integram um levantamento feito pelo Sebrae com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia.


Ainda segundo a mesma análise, por outro lado, as médias e grandes empresas (MGE) foram responsáveis por 190 mil ocupações formais. Ou seja, as micro e pequenas empresas (MPEs) criam três novos postos de trabalho a cada um gerado pelas MGE.


“A receita das MPE para combater a crise causada pela pandemia é a geração de empregos. Quando comparamos com o 1º trimestre de 2020, os dados do Caged apontam que a evolução dos empregos gerados teve aumento de 400%. São números extremamente representativos da força dos pequenos negócios” destaca, em nota oficial, o presidente do Sebrae, Carlos Melles, ao analisar os resultados positivos do 1º trimestre de 2021, que refletem claramente a importância dos pequenos negócios na economia brasileira e o potencial para retomada do crescimento.



Maior volume de contratações

O setor de serviços foi o que mais criou vagas entre as micro e pequenas empresas entre janeiro e março deste ano, com 224,3 mil novos empregos formais. As cinco atividades que apresentaram maior saldo líquido na geração de emprego foram transporte rodoviário de carga, serviços de escritório e apoio administrativo, locação de mão de obra temporária, serviços de engenharia e serviços para apoio a edifícios. Em 2º lugar na geração de novas vagas ficou o setor da Indústria, com 152,8 mil postos de trabalho, seguido do Comércio, com 105,1 mil, depois a Construção Civil, com 75,3 mil e por último, a Agropecuária, com 23,9 mil.


Na mesma direção, outro levantamento, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o volume de serviços prestados no País cresceu 2,8% no primeiro trimestre de 2021 ante o quarto trimestre de 2020. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o setor de serviços registrou perdas no primeiro trimestre de 2020 (-2,8%) e no segundo trimestre (-15,3%), mas passou a ter avanços no terceiro trimestre (9%) e no quarto trimestre (5,8%).


Confira todas as informações referentes ao levantamento do Sebrae neste infográfico.